• Elisa Ferreira Silveira

Elisa está no ar! Conheça Gladis.

Colonização, primeiro contato, uma lagoa rosa e cheiro de terra molhada.


Meu primeiro conto que acaba de ir ao ar como ebook está gratuito pelo período de 10/09/21 a 13/09/21 pela Kindle Unlimited, programa da Amazon. Vou deixá-lo disponível gratuitamente por tanto tempo quanto eu conseguir, para que todes tenham acesso e possam divulgar entre sus amigues!


Você pode comprar ou ler de graça essa pequena história de primeiro contato nesse link aqui: Gladis e seus pequenos olhos brilhantes e conhecer a história de Gladis, a primeira de sua espécie a fazer contato com um dos humanos que colonizou um planeta alienígena há décadas de anos luz da Terra. Paisagens semiáridas (talvez eu tenha me inspirado na seca de Brasília? Talvez!), água tóxica e uma bela lagoa são o cenário perfeito para encontrar um novo companheiro - um animal que sempre esteve lá, mas corre o risco de perder seu habitat ou sucumbir pela ganância humana, e portanto se esconde.


A anatomia de Gladis tem inspiração em lesmas, sapos, lagartos e camaleões: seis pernas, corpo coberto por escamas semitransparentes que mudam de cor, uma cauda para sustentar o equilíbrio, mas como boa criatura alienígena, tem a boca escondida na barriga e seu sistema reprodutor tem a saída nas costas, como o famoso sapo de Suriname (não clique se tiver triptofobia!). Como indicado na capa, o contato visual é importante e Gladis faz isso através de seus cinco olhos (dois pares e um solitário), que saltam um pouco da cabeça por hastes. A ideia das hastes é que se ela precisar em uma situação de ameaça, pode recolher os olhos e protegê-los dentro do corpo ou rotacioná-los em diversas direções.


Mas todas as criaturas sencientes (que são capazes de sentir), acredito eu, são capazes de se comunicar. Seja através de um chakra ou nesse caso, pelo uso de complexa rede neural, os seres são capazes de se conectar uns com os outros e eu creio que é possível coexistir em harmonia. Gladis é um ser que não vou dizer inteligente, afinal, o que é inteligência senão um critério humano duvidoso para destruir o planeta e explorar os desprovidos dessa invenção subjetiva?, mas Gladis é senciente e por alguma razão sabia que poderia confiar na protagonista que foi dar um passeio [alerta de spoiler à frente] para lhe ajudar em seu trabalho de parto.


Surge então uma relação de amizade e harmonia com uma espécie nova, inofensiva, e deixo uma sugestão de que podem haver dois caminhos: primeiro, os Gladis se tornariam "animais de estimação" dos humanos naquele planeta, com sua liberdade respeitada e independência garantida - o oposto do que fizemos com cães e gatos, que não possuem mais um habitat natural que não nossas casas de alvenaria, já que na verdade quem não tem um habitat 100% natural num planeta onde não podem nem tocar na água natural são os humanos, alienígenas dali. A segunda opção é que os Gladis continuariam a existir escondidos da comunidade de humanos como parte da fauna silvestre, recorrendo à ajuda humana apenas em casos extremos.


Claro, nada disso está explícito no texto e talvez todes achem que Gladis se deixou adotar pela protagonista igual aos gatinhos de sua bisavó terráquea. Eu amo meus gatos!, só não concordo com a relação desarmoniosa que foi moldada através de milênios e que hoje gera milhões de animais que sofrem nas ruas. "Se não for pra ajudar, não atrapalhe" precisamos enquanto sociedade estudar e aplicar melhor esse ditado, seja para grupos marginalizados, seja para animais, seja para a flora como um todo.


Espero que tenham gostado do texto e que suas reflexões tenham iguais, parecidas ou totalmente diferente das minhas! Arte é sobre isso: pensar. Prática é sobre isso: estudar e escolher as melhores palavras para transformar a minha verdade na nossa verdade. Deixe um comentário aqui no blog (ou ainda melhor, uma review/resenha lá na Amazon) com a sua reflexão!


Como sempre, obrigada por ler até aqui.

Elisa F.S.



P.S.: sim, eu fiz a capa.

P.P.S.: inicialmente era uma cachoeira, não achei imagem que combinasse então mudei para uma gruta, porque não faria diferença pra história!



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